Quem foi Stephen Hawking?

“Lembre-se de olhar para as estrelas, não em direção a seus pés. Tente encontrar sentido no que você vê e pergunte-se a respeito do que faz o universo existir. Seja curioso. E mesmo que a vida possa parecer difícil, sempre existe algo que você possa fazer e ser bem sucedido. O que importa é que você não desista.”

Essa é uma das frases mais conhecidas de Stephen Hawking, físico teórico britânico que viveu mais de 50 anos preso a uma cadeira de rodas, com gravíssimas atrofias musculares e, durante maior parte do tempo, impossibilitado comunicar-se utilizando a própria voz.

Stephen Hawking em sua formatura

Hawking morreu hoje (14 de março de 2018) aos 76 anos de idade, em casa – na cidade de Cambridge, Inglaterra -, deixando um grande legado de inspiração e importantíssima contribuição científica.

Um dos maiores cientistas de todos os tempos e talvez o mais famoso, ao lado de Einstein, Stephen Hawking é amplamente conhecido pela publicação de livros como “Uma Breve História do Tempo” e “Universo Numa Casca de Noz”, entre outros, além de aparições em programas populares como “Os Simpsons”, “Big Bang Theory”, “Star Treck” e “Futurama”.

Recentemente sua trajetória foi belamente adaptada ao cinema no filme intitulado “A Teoria de Tudo”, de James Marsh, o qual rendeu um Oscar de melhor ator a Eddie Redmayne, quem o interpreta magnificamente.

O ator Eddie Redmayne e Stephen Hawking

Certamente algumas das características que mais chamavam atenção ao público em geral eram seu bom humor e perseverança ao lidar com a esclerose lateral amiotrófica, ou doença de Lou Gehrig, com que foi diagnosticado um ano após iniciar seus estudos na área de Cosmologia, pela Universidade de Cambridge, em 1963, quando tinha apenas 21 anos de idade.

~~ Na época, os médicos achavam que Stephen Hawking não viveria até os 25. ~~

 

Na física suas contribuições aconteceram majoritariamente na área da Cosmologia e Gravitação Quântica, principalmente no que diz respeito à descrição de buracos negros, objetos celestes com comportamento “misterioso” que colocam em conflito as teorias mais bem sucedidas conhecidas pela ciência: mecânica quântica e relatividade geral.

Essas duas teorias, que funcionam brilhantemente bem em seus respectivos recintos, produzem resultados ridiculamente conflitantes quando utilizadas para descrever buracos negros. Brevemente, enquanto a relatividade geral prevê que um buraco negro absorve qualquer coisa e não pode emitir nada, a mecânica quântica não permite que algo assim exista.

~~ Em quântica, quando uma reação é possível, a reação inversa também deve ser possível. Então, aparentemente um buraco negro não poderia existir, mas existe. ~~

Stephen Hawking inteligentemente resolveu esse problema propondo um mecanismo por meio do qual, num nível quântico, coisas podem escapar de buracos negros.

~~ Esse mecanismo é conhecido como radiação Hawking. ~~

É interessante lembrar que, dada suas limitações, Hawking precisava lidar com cálculos complicados sem a possibilidade de riscá-los no papel, mas somente em sua cabeça. Como exemplo, podemos ver uma imagem referente a um de seus últimos trabalhos, também sobre buracos negros:

Além da contribuição à física teórica, sua vida repleta de dificuldades, superações e realizações influenciou novos físicos a seguirem o caminho da pesquisa científica e, consequentemente, impactou incomensuravelmente o progresso do conhecimento. Dessa forma, sua existência será lembrada enquanto houver cientistas.

 

 

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